Solidão Materna

Solidão Materna

Solidão materna existe! Parece uma frase fora de contexto. A mulher acaba de parir. Trouxe ao mundo seu maior bem. Tem em seus braços um lindo bebezinho com quem passará a dividir exclusivamente todos os momentos da sua vida, por um bom tempo.

Então como eu posso falar de solidão materna?

O fato é que a mulher passou por volta de 40 semanas gestando seu filho. Momento em que ela e sua barriga são o centro das atenções. Tudo é voltado para que ela tenha o maior conforto possível durante a gestação.

O bebê nasce. Saí de cena o barrigão da mãe e entra o chorinho do bebê. Se for seu primeiro filho, verá que vai estar rodeada de pessoas. Todo mundo vai até a maternidade visitar o recém nascido. Na sua casa vão estar disponíveis as duas avós e se bobear mais meia dúzia de amigas ou tias, todas querendo ajudar. Talvez você até sofra com tantos cuidados.

Os dias vão passar e quando você se der conta seu período de puerpério já terá acabado. Provavelmente se você possuía alguém te ajudando, essa pessoa vai voltar para a vida dela. E você vai ficar em casa, sozinha com seu bebê.

Isso é maravilhoso. Mas só isso não é.

solidão materna

Nós precisamos dividir a vida. Precisamos compartilhar as alegrias do primeiro sorriso do bebê com alguém. Precisamos desabafar sobre as noites mal dormidas e o cansaço que toma conta do nosso corpo. Acredite, por vezes você vai desejar alguém para chorar todas as suas frustrações e medos.

Passamos geralmente 8 a 9 horas sozinhas com nosso filho. Neste período você dará atenção para as atividades que envolvem os cuidados com a criança, com a casa e com a sua alimentação. Haverá dias que você mal conseguirá comer. Vai acontecer do bebê ficar doente e precisar mais ainda do seu carinho e atenção. Nestes dias em especial você vai torcer para que alguém te ligue e pergunte como vai a sua vida, se tudo está indo bem e se por algum acaso você, mãe, precisa de alguma coisa. Só que chega o fim do dia e você que era rodeada de tanta gente, não recebeu nenhum telefonema e espera ansiosa a chegada do seu marido para dividir seu dia com ele.

Mas onde estão todas as pessoas que fazem parte da sua vida?

Vão estar cuidando da vida delas. Elas também possuem trabalho, família, cachorro etc e tal.

Esse vazio, causado pelo sumiço repentino (nem tão repentino) de todas aquelas pessoas dos primeiros dias, por vezes pode nos causar uma sensação de abandono. A tal da solidão materna. Sim, mães sentem solidão materna e precisam entender esse novo sentimento. Será que não somos pessoas queridas para nossa própria família? Será que meus amigos esqueceram de mim?

Certamente a resposta vai ser não. A família, que geralmente engloba avós, irmãos e alguns tios ou primos mais chegados, como eu disse, devem estar cuidando de algo importante naquele momento. Você aí pode me dizer “Poxa, mas eu e meu bebê não somos importantes?” São sim. Mas acredite, muita gente não se dá conta de que pode estar sendo uma figura ausente nesta fase tão importante para você. Talvez você precise ligar para estas pessoas e falar abertamente sobre seus sentimentos. Contar suas frustrações em relação ao outro. Provavelmente vai fazer com que essas figuras percebam que você e seu bebê precisam delas.

Seus amigos, se não tem filhos, podem achar que a presença deles em excesso pode vir a atrapalhar. A sensação que eu e meu marido temos é a de que não podemos contar com ninguém nessa nova vida de pais. Sério! Não temos com quem contar, se nós não formos atrás dessas pessoas. E se é que conselho vale para alguma coisa, vá atrás dos seus amigos sim. Mostre para eles como você os estima e como para você a presença deles nesta nova etapa é se suma importância. A amizade que vocês construíram continua ali, só que agora com mais  uma pessoa envolvida.

O fato é que nós, mães, precisamos de alguém além dos nossos filhos e do nosso companheiro. Para ajudar a curar esta solidão materna. Essa convivência com outras pessoas, só aumenta a nossa saúde física e emocional. Nos faz bem. Faz bem para nossos bebês.

Devido ao grande número de mães que se identificaram com o texto, escrevi o Solidão Materna II – (Algumas Respostas) Acho fundamental falar sobre o assunto. É preciso que as mães exponham sim, seus sentimentos.

Quero agradecer a todas pelos milhares de compartilhamentos e muitos comentários sobre o texto!

Solidão Materna II – (Algumas Respostas)

Comentários

15 comentários

  1. Estou com suspeita d gravidez, e já me sinto sozinha as vezes, pois meu marido já sabe, brinca com minha barriga e tudo, mas as vezes sinto dor e não falo pra ele por está sempre trabalhando, e nas folgas gosta de sair para beber.
    Fico ansiosa para ter meu filho, mas ao mesmo tempo dá vontade de desistir de tudo.

    • Oi Querida,

      Tente voltar seus pensamentos para coisas boas. Se divirta e aproveite muito sua barriga e os preparativos para a chegada do seu bebê. E converse! Fale sobre seus sentimentos com seu médico, com suas amigas… É preciso mostrar que você precisa das outras pessoas. Não desista. A maternidade te reserva coisas lindas!
      Beijão
      Kely

  2. tenho uma bebezinha e vivo sozinha com ela. E preciso muito de um alguem pra conversar e destrair um pouko.

  3. Finalmente alguém que entende o que sinto! É um momento muito lindo ser mãe, e embora tenhanos nosso bebê para nos fazer companhia também é bem frustrante pq passamos por momentos bons e ruins que são únicos e muitas como eu não tem ninguém para partilhar isso. Meu marido é ótimo porém trabalha durante o dia e estuda a noite, amigos… basicamente todos se foram depois que engravidei.. tenho minha mãe.. Mas mãe é mãe sabe… tem coisas que realmente seria bom compartilhar com uma amiga. Tem dias que me sinto extremamente só, tenho tentando lutar contra isso, pois essa solidão tem afetado muito meu casamento, pois você Fica de um jeito que tudo inrrita, tudo lhe magoa, tudo lhe fere. Obrigada pelo artigo me identifiquei.bjos.

    • É bom ver que não é só a gente né?
      As pessoas tendem achar que nasce uma mãe e também uma super heroína… mas as vezes a gente só quer compartilhar o momento… a vida!
      Vamos fazer isso mudar!
      Beijos
      Kely

  4. Pois tive meu filho com 18 anos hj tenho 22 e ele está com 3 anos.. e meu porto seguro, meu companheiro pra todas as horas aonde vou levo ele.. ele não me atrapalha em nada… quando ele nasceu ele é o único neto homem da minha mãe e segundo neto da mãe do meu marido.. uma tia por parte de pai e madrinha da que me arrependo de ter dado meu filho para batizar, e a outra ama ele de paixão,, e a outra madrinha e a minha irmã que vejo que ama ele assim como eu amo, e tem um dos meus irmãos que tbm é padrinho que foi um dos mais a me ajudar quando meu filho nasceu, meu Parto foi cesário, acho que tds mulheres sabem o cuidado que temos que ter quando o,parto e cesário, por uma duas semanas fiquei na casa da minha mãe elas me ajudavam assim como minha mãe, minha vó saia da casa dela pra cuidar do umbigo do meu filho que nem deu tempo i umbigo dele caiu com três dias de nascido devido ele gritar muito ba madrugada… então fiquei na casa da minha mãe fiquei por duas semanas aonde tinha ajuda da minha mãe da minha irmã.. pois devido meu marido ter que trabalhar a noite ele dormia no chão.. as vezes vinha dormir em casa por esta cansado.. vir embora pra minha casa.. aonde tive que corta meu resguardo começei a fazer comida, mamadeira pro meu filho as vezes meu irmão via que eu estava no fogão e tomava a frente.. tive que me virar de algum jeito.. pois eu moro do lado da casa da mãe do meu esposo aonde ela e uma das filhas via que não tinha como eu fazer nada msm assim nenhuma me ajudava… foi aonde eu me arrependo de ter vindo da casa da minha mãe com duas semanas de ter tido meu filho… nunca fui uma pessoa de ter muitos amigos.. mas sentir falta da minha familia… minha vida era pro meu filho vivia pro meu filho filho unico aonde eu acordava cuidava dele vivia pro meu filho e tipo que deixei um pouco meu casamento de lado, quando meu filho fez 5 meses descobrir que meu marido tinha me traído e eu não tinha nimguém a quem me segurar.. me segurei cada,vez mais no meu filho…

    • Lendo tantos comentários e cheguei em uma conclusão são muitos parecidos com muitas de nós mamãe eu tenho minha filha de 13 anos agora a bebe de 4 meses me senti bem assim triste chorando por não ter ninguém pra contar só Deus e meu esposo nas horas mas difíceis mas Deus é tão bom que ele nos dá força então é só pedir força e agradecer por nós preencher nossos braços e coração de tanto amor pelos nossos pequenos.beijo a todas as mamãe e muitas que são os dois .

  5. eu ñ tive ninguem para me ajudar fiz cesaria fuipra casa lavava roupa do bb passava dava banho nele cozinhava cuidava do meu filho mais velho como foi cansativo e me sentia triste em ñ ter ninguem, sentia muitas dores meu bb chorava a noite inteira meu marido perdia a paciencia por ñ dormir teve um dia que ñ sabia mais o que fazer que meu bb ñ parava de chorar e eu ñ tendo mais forças pois ele do meu lado e deixei ele chorar ate que ele dormiu me culpo muito por isso

    • Oi Adriana,
      Me cortou o coração ler o seu relato.
      Não se culpe. Existe uma cobrança muito grande em cima da mulher. E nós muitas vezes não damos conta de fazer tudo! Não precisamos fazer tudo.
      O ideal seria ter uma rede de apoio para ajudar as mamães neste momento. Mas infelizmente a maior parte das mulheres não tem.
      Você fez além do que seu corpo aguentava… Você foi guerreira.
      Logo isso vai passar! Converse!
      Beijos querida!
      Força!
      Kely

  6. Essa solidão materna e coisa de mãe moderna nesmo,as mães da minha geração ñ tinham tempo para sentir solidão e sim cansaço rsss ter que lavar passar cozinhar cuidar do bebê sozinha, pois na minha época marido ñ era parceiro nem ajudava em nada. Nada dos confortos que existem hoje lavar e passar todos os dias una montanha de fraldas que eram de pano, dar banho cuidar amamentar levar os maiores pra escola, médico, compas,feira,reuniões escolares. … realmente naquela época maternidade era para as fortes.

    • Maria,
      Acho que continuamos tendo cansaço e infelizmente muitas mães ainda não contam com a ajuda dos parceiros. Noto que a geração da minha mãe possuia uma rede de amigas, vizinhas, parentes, todas mulheres mais próximas. Uma ajudava a outra. Uma conversava com a outra. Hoje a maior parte das pessoas mal conhecem seus vizinhos. Não existe tanto afeto envolvido. Solidão materna diz respeito a sentir falara de acolhimento. Existe e deve ser tratado com respeito.

    • Maria, a maternidade continua sendo para os fortes! Mãe não descansa nunca, as mães de hoje em dia além de fazer tudo isso que vc citou, muitas vezes ainda trabalham fora tbm. O que falta hoje em dia é respeito aos sentimentos do próximo, o amor ao próximo!
      Não é pq nos sentimos sozinhas, que deixamos de tentar ser a melhor mãe que podemos ser.
      Não é modernidade é a realidade!

    • O D. Maria. Esqueceu-se de um pormenor na sua altura as mães ficavam em casa o tempo inteiro. Hoje em dia trabalham fora e em cas também, ou seja não tem tempo para se coçar… Modernices o tanas, ….

  7. Eu fui mae tarde aos 44 anos por um descuido e nao imaginava como era dificil,, amamentar entao, meu peito sangrou ficou em carne viva ate uns 3 meses, meu bebe teve colica ate 2 meses e meio.ainda bem q tinha amigas pelo face q eram maes e me davam apoio.esses dias fui na prefeitura daki e fui com o nene, enquanto resolvia um papel deixei o carrinho com o nene a um metro da porta mas eu tava perto e nso batia sol nele. Uma funcionaria de la ficou indignada de ter deixado ele do lado de fora pegsndo sol , me disse q tava na minha cara q eu nao gostava de ser mae e wue devis ter tido depressao pos parto, so pq deixei ele do lado de fora da sala , masceu tava perto, me senti muito mal, nunca ouvi tanta critica na minha vida.

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