Aos queridos familiares que não participam da educação do meu filho!

Sempre tem alguém que tenta forçar uma aproximação com uma criança. A pessoa não conhece seu filho mas mesmo assim, se acha no direito de forçar uma relação. Veja o relato abaixo e nos conte o que você acha. Já passaram por algo parecido?

Aos queridos familiares que não participam da educação do meu filho!

Outro dia uma Tia que me vê uma vez na vida olhou para meu filho e disse “nossa como está grande”.

Sim, Ela não conhecia meu filho de cinco anos. Caros Parentes não Ignorem uma criança! Mas não forcem uma relação com aquelas que vocês nunca tiveram contato.

Ela olha para meu filho que está tímido com alguém que ele não conhece e ela diz “vem cá dar bênção e um beijo na tia”! E eu penso que meu filho nem tem ideia do que seja esse ritual de pedir bênção e que ele não está a fim de beijar alguém que ele não possui intimidade.

Digo para ele cumprimentar a tia mas ele se esconde nas minhas pernas e na minha inocência encaro como uma reação normal de uma criança que está reconhecendo território.

queridos familiares

Mas para minha surpresa a tal tia solta um “Que Menino feio… o gato comeu sua língua? Que feio não dar beijo na tia”

Meu sorriso fica amarelo e ao mesmo tempo meu olho vermelho de raiva de uma pessoa que nunca viu meu filho. Como assim um menino feio? Como assim forçar um beijo, justo com crianças que são tão espontâneas.

Neste momento respirei fundo e falei para meu filho ir brincar com as crianças. E falei pacientemente com minha tia distante “ele estranhou a senhora, sabe como são crianças,  precisam conviver para criar vínculo.”

Eu achei que o episódio tinha acabado. Mas vira e mexe a tia distante falava para meu filho “menino feio não vai ganhar presente do papai Noel… ” E depois de tantas meu filho mostra a língua para a tia e ela rebate “essas crianças de hoje são muito mal educadas”.

Como assim? O que uma Tia que nunca tinha visto meu filho, jamais ligou para saber dele,  nunca ofereceu ajuda quando eu precisava pode falar sobre a educação do meu filho.

Quem é a criança da história?

Meu filho é super educado. Não responde, não é de brigar e adora  brincar com as pessoas que confia. Como ela pode falar que meu filho é feio e mal educado se ela mesma não sabe respeitar uma criança?

Desculpe querida tia. Meu filho não precisa ouvir besteiras. Abraçar ou beijar estranhos.

Meu filho precisa de pessoas carinhosas, presentes e que saibam respeitar o espaço e tempo de uma criança.

Sabe qual é o Presente Ideal Para Uma Criança?

Comentários

Categorizado em: Mamãe

Comentários (4)

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  1. Texto muito real. Seria bom que as pessoas parassem de forçar a crianças a serem “educadas” da forma que elas querem. É engraçado que comentários desse tipo nunca partem de parentes que realmente ajudam ou são próximos. Porque esses sim conhecem de verdade nossas crianças

  2. Cindy disse:

    Nem oito, nem oitenta. Em relação às crianças, concordo: não são obrigadas a beijar e abraçar quando não querem, mesmo que seja uma pessoa conhecida. Contudo, cumprimentar as pessoas é algo a ser ensinado desde sempre, para que não sejam aquele mal educado que entra no elevador e não olha pra ninguém ou a colega de trabalho que nem bom dia dá. Meu ponto de vista. Ao menos acredito que um “oi” não se nega. Claro que quando a minha filha olha pro estranho e não diz nada, não vou chamá-la de “menina feia”. Posso apresentar a pessoa e sugerir que ela a cumprimente. Posso conversar em casa, dar oi para os vizinhos, professores, demonstrando que ser gentil é sempre uma ótima escolha.Mas forçar beijo e abraço, jamais. Quanto às tias, bem.. uma soma de cultura antiga com falta de sensibilidade, acrescida de egoísmo humano exacerbado. Melhor relevar..nessa altura da vida, não tem salvação. Abraço!

    • Preta disse:

      Perfeito Cindy.

    • disse:

      Perfeito a resposta da Cindy, não devemos obrigar uma criança a falar com quem ela não conhece, mas devemos ensinar desde pequenos a cumprimentar os outros, meu filho hoje tem 19 anos, ele cumprimenta do motorista de ônibus, ao gari, e sempre foi assim, apesar de eu tê-lo ensinado, hoje sou eu que pareço a criança reservada, ele mais parece um candidato politico, desde criança, podia ser jovem, idoso, feio ou bonito, conhecidos ou não, para ele nunca houve diferença.

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