Educar Exige Mais Abraços e Menos Gritos

Educar Exige Mais Abraços e Menos Gritos

Outro dia minha filha me disse “Mãe, não aguento mais”… 

Eu na hora não entendi a frase e perguntei o que ela não aguentava. Para minha surpresa a resposta foi “Não aguento mais biga mãe…você biga muito comigo

Aquelas palavras doeram. Aquele momento foi crucial para mim. Fiquei meio deslocada. De verdade eu não esperava ouvir uma frase com tamanha sinceridade e em tom de desabafo da minha pequena de apenas 4 anos. Conversando ela repetiu novamente “Mãe, você biga muito comigo”. 

Esse momento fez eu analisar o meu comportamento. Repassando na minha cabeça os últimos meses percebi que ando exausta. Sim, passei do nível do cansaço. Como muita gente sabe o ano passado foi um verdadeiro tsunami nas nossas vidas. Samuel não dormia (relato aqui), ficou muito doentinho e só obteve uma melhora considerável após a cirurgia de adenoide. O fato é que eu andava muito cansada e estressada. Eu andava perdendo a paciência com muita facilidade.

Minha linha de paciência estava muito curta nos últimos meses. Assumir que não estava sendo a melhor mãe que eu poderia ser não é algo muito agradável. Saber que infelizmente não conseguia ter uma conversa que exigia mais calma da minha parte sem elevar o tom de voz com meus filhos é algo que me deixou com a sensação de culpa. Todas carregamos culpas maternas!

Eu estava chamando a atenção da pequena em excesso. Claro que as atitudes dela devem ser observadas e quando necessário ser chamada a atenção. Mas o problema é que eu estava perdendo o controle sobre mim. Eu estava exagerando na dose. Na forma. No tom. Nas palavras.

Raquel precisava ser repreendida por algumas atitudes. Era necessário ficar de castigo algumas vezes. Entender que certos comportamentos não são corretos e machucam. Mas ela não precisa passar por isso de uma forma tão desequilibrada. Eu não preciso elevar o tom de voz. Eu simplesmente posso contar até 10 bem lentamente antes de explodir com gritos ou palavras ríspidas. Outra coisa a fazer nessas horas é simplesmente sair de perto da criança por alguns minutos. É uma forma de nós mesmos voltarmos aos eixos e pensar melhor qual será a atitude a ser tomada. 

Já ouvir falar sobre solidão infantil?

Nós adultos é que precisamos ensinar os pequenos a lidar com seus sentimentos. Quando nem aqueles em quem eles confiam e se baseiam como exemplos são lúcidos e coerentes nas suas atitudes a criança acaba sendo levada a ter mais ansiedade, angústia e reações violentas.

Eu amo infinitamente os meus filhos e cada vez que exagero nas minhas atitudes com relação ao tratamento que devo dar para eles, me sinto muito triste comigo mesma. Com a sensação de que realmente não estou sendo uma boa mãe e que deveria ter feito as coisas de uma maneira diferente.

O mais importante é que nós pais devemos tomar consciência do nosso estado. Precisamos manter a calma. Mostrar que somos firmes tendo lucidez. Ensinar nossos filhos que atitudes erradas se corrigem com conversa e não com violência ou desequilíbrio. Educar é uma tarefa árdua sim. Exige muito de nós. Essas exigências incluem muita paciência e bom senso. 

Nas situações caóticas de birra ou choro desesperado o que tem funcionado aqui em casa é:

  • Um abraço bem apertado.
  • Palavras de calma. “Mamãe entende você”. “Quer conversar?”
  • Deixar a criança por uns minutos sozinha para extravasar sua raiva.
  • Tentar falar de outro assunto.

Isso tem feito muita diferença. Nossos filhos geralmente refletem o meio em que estão vivendo. Vamos dar a eles um universo mais saudável e feliz para o bem de toda a família e de uma sociedade menos violenta e mais humana.

Mamãe Tagarela também usa a Terapia dos abraços

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Comentários

2 comentários

  1. OLA TUDO COM VCS SOU A MARIA TENHO UM FILHO ESPECIAL E GOSTARIA DE AJUDA ELE E MUITO E AGITADO E ESTOU PRESTE A ENLOUQUECER COM A ESCOLA ONDE ELE ESTUDA POR FAVOR ME AJUDE ELE JA TMA REMEDIOS CONTRLDO MAIS MESMO ASSIM ESTA DIFICIL DEUS OS ABENÇOE

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