Amamentação e o Uso de Clexane

Antes de criar o Mágicas de Mãe, eu tinha um blog chamado Descobrindo o Nosso Bebê. Era um blog no qual escrevi sempre em caráter de registro para guardar os melhores momentos da vida de grávida e também dos pequenos. Revisitando o site observei que posso utilizer muitos dos textos de lá, aqui no Mágicas. 

O texto que compartilho hoje com vocês é sobre um momento muito delicado na minha vida. O momento em que descobri o segundo episódio de trombose. Espero que meu relato possa ajudar muitas mães que por algum motivo precisam se afastar dos seus bebês. O pós parto é um momento estremamente delicado e que requer muito cuidado com a mulher e com o recém nascido.

“Samuel acabou de completar dois meses na semana passada.  Ele é realmente um bebê muito fofo. Daqueles que mamam e dormem. Talvez por isso, ele esteja se desenvolvendo tão bem.

Aproveitando a deixa da semana internacional do aleitamento materno, quero compartilhar minha experiência sobre este assunto. Quando Raquel nasceu, tive diversas complicações para conseguir dar de mamar. Mas insisti. E consegui amamentar a pequena até 1 ano e 9 meses. Parei apenas quando descobri que estava grávida de Samuel.

Pensando em tudo que havia enfrentado na primeira experiência com a amamentação me preparei psicologicamente para enfrentar qualquer dificuldade que viesse a ter com o novo bebê. Pois bem, nosso fofo nasceu, e nos primeiros dias de vida, quem disse que o pequeno queria mamar. Nada!. Ficava dormindo o tempo todo. Era uma luta a cada mamada para fazer ele acordar e depois para fazer ele abocanhar corretamente a mama.

Sério, por vezes ele ficava uns 10 minutos ou mais só para pegar o seio. Claro que quando ele pegava, eu deixava ele esvaziar totalmente o seio, nada de mudar de peito e correr o risco do bebê adormecer novamente. Quando estávamos ainda aprendendo a nossa química da hora de mamar, descobri que estava com trombose. Na verdade relutei em admitir que estava com a doença novamente. Minha perna esquerda inchou muito. Eu não sentia dores e nenhum outro sintoma. Apenas o inchaço exagerado que na época eu confundi com a descida do leite. Foi um choque constatar que realmente era algo tão grave.

Fiquei totalmente transtornada. Eu só pensava que iria ter que ir para o hospital e deixar meu bebezinho… mas o que mais me afligia, não era me separar dele, era deixar ele sem meu peito. Como assim? Na minha cabeça, bebês tem que mamar no peito (tirando os casos em que por algum motivo físico ou de saúde a mãe não pode amamentar). Sério, eu só conseguia chorar. Tentamos fazer o tratamento em casa para que eu pudesse ficar pertinho dele dando leite do peito. Não deu certo! É impossível fazer um tratamento para trombose que exige repouso total tendo um bebê pequeno e uma bebê de 2 anos. Conversei com minha ginecologista e ela disse que eu poderia levar o Samuel junto comigo para o hospital. A recomendação da pediatra foi a mesma “Se fosse meu filho eu me internaria e levaria ele junto”. Beleza! Pulos de alegria. Fui internada e continuei a amamentar. O tratamento é basicamente repouso e injeções de clexane de 60 mg duas vezes ao dia.

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Estava mais calma, até surgirem em cena determinados médicos desinformados que me diziam a toda hora que achavam que eu iria ter que suspender a amamentação. Como assim? Teve um deles que foi categórico dizendo que não poderia dar de mamar pois o remédio fazia mal para o bebê. Na hora comecei a chorar na frente dele. Se faz mal, como deixaram eu tomar até agora? Na verdade ele não sabia o que estava falando. Como não sabia, falou a resposta mais fácil  que é dizer que não dava.

Conversando com minha obstetra, pediatra e cardio vascular todos disseram que não haveria nenhum problema para o bebê. Tanto é que estamos firmes e fortes. O pequeno está bem gordinho apenas com leite do peito. Eu já nem sei mais onde injetar tanta injeção (hoje são 4 por dia)… mas sinceramente, a dor de uma picadinha de uma agulha é nada perto do momento da amamentação.”

Para quem se interessar em saber como foi todo o processo com as picadinhas de clexane, pode acessar o texto em que conto sobre as 2150 injeções que precisei tomar. Tudo por amor aos meus filhos!

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